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A Mecânica da Psicografia

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O texto que segue foi escrito, por inspiração mediúnica. À época, meus estudos sobre o fenômeno eram parcos e o impulso por escrever foi mais forte do que aquele que me envolve quando escrevo por iniciativa própria. Não foi, portanto, assinado e nem tivemos condições de identificar o Espírito comunicante que inspirou a escrita. Mas, há uma boa reflexão sobre o fenômeno da psicografia, tanto sobre a intuitiva como sobre a mecânica . A fluidez da escrita psicográfica sofre variáveis importantes, que interferem no processo e no resultado final, especialmente, no que tange a legibilidade da letra, velocidade no escrever e até mesmo no envio de mensagens completas e coerentes. Parte dessas variantes está intrinsecamente ligada ao médium que precisa atentar-se ao momento da expressão do fenômeno, quando, para acontecer, vai-se exigir do psicógrafo que este ceda lugar à manifestação de uma outra inteligência que não a sua. Nesse sentido, a mecânica da psicografia perpassa o intelec...

Reflexões Iniciais sobre Política e Espiritismo

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Texto base da apresentação de Klycia Fontenele no V Encontro do Coletivo Girassóis – Política e Espiritismo, realizado dia 16 de fevereiro de 2019, no Cefa (Centro Espírita Francisco de Assis). A leitura superficial de uma obra tão vasta e densa como é a obra espírita, deixada por Allan Kardec, resulta, muitas vezes, em interpretações limitadas ou, até mesmo, equivocadas. É por isso que inicio fazendo um chamado, a todos os presentes, para que se debrucem sobre as obras que fundamentam a Doutrina Espírita, através de um estudo contínuo e sincero. Já esta exposição sobre Espiritismo e Política tem como objetivo discutir questões sem, contudo, fechá-las, pois é necessário que cada um leia, reflita e faça seu próprio veredicto. Allan Kardec, algumas vezes em edições da Revista Espírita e até no regulamento que elaborou para a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, orientou que as Sociedades Espíritas não se envolvessem com a política. Evitassem os jogos de poder, o parti...

O Livro dos Médiuns

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O Livro dos Médiuns, publicado em janeiro de 1861, é o Guia dos Médiuns e dos Evocadores (como está subscrito no título). Mas, sendo as manifestações dos Espíritos parte da nossa natureza, qual o objetivo de se ter um livro que orienta o desenvolvimento da mediunidade e a conduta daqueles que observam e/ou interagem com o fenômeno? Ao longo da história da humanidade, acumulam-se os relatos sobre manifestações dos Espíritos – nomeadas de diferentes formas, conforme a compreensão que se tem delas. Para o Espiritismo, tal fenômeno, visto como da natureza, tornou-se parte do seu objeto de estudo. Haja vista a Ciência Espírita ter como objetivo entender o mundo desses seres incorpóreos e a relação destes com o ser humano; para assim, compreender o sentido e a finalidade da existência humana e sua relação com Deus. Acreditamos que tal compreensão nos ajudará a galgar nosso caminho evolutivo no bem, para alcançarmos, assim, a verdadeira felicidade e a paz, acessíveis somente à...

Os animais têm alma?!

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Para falar sobre as "almas dos animais", vamos refletir primeiro sobre a concepção de alma para a Doutrina Espírita. Lembramos que, ao longo da história do conhecimento humano,  a palavra alma ganhou uma série de conceituações. Fruto da nossa linguagem pobre , que utiliza uma mesma palavra para expressar coisas diferentes; sentidos ou ideias distintas. Kardec, por sinal, vai falar muito bem sobre as diferentes acepções da palavra alma na Introdução de O Livro dos Espíritos, explicando como cada um dos significados estará correto segundo cada ponto de vista apresentado. É lá também que ele já apresenta a definição de alma, que será adotada pelo Espiritismo. Alma é, pois, “um Espírito encarnado, do qual o corpo não é senão um envoltório.” . Esta definição também está na questão 134 . Mas, o que significa dizer que a alma é um Espírito?   Significa dizer que “a alma é um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade depois da...

Civilizados, nós?!

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Ainda haverá barbárie enquanto a vida coletiva não estiver pautada na lei de justiça, amor e caridade e a moral de Jesus Cristo não for a moral de cada ser humano sobre a Terra.  Tanto quanto possam ser os avanços científicos e tecnológicos, não teremos o direito de nos dizer civilizados enquanto não tivermos banido todo rastro de egoísmo, orgulho e de todos os vícios que nos desonram diante de Deus. Menos direito teremos, ainda, de julgar bárbaros aqueles cujos hábitos sociais se distinguem dos nossos. Mas, então, por que o fazemos? Por que assumimos ares de civilizados e depreciamos culturas julgadas por nós como selvagens? Pensemos. A  civilização pode ser definida como um conjunto de aspectos peculiares da vida coletiva de uma época, região, país ou sociedade.  Ela se relaciona à fixação dos agrupamentos humanos nas cidades, daí a origem do nome. Envolve práticas e hábitos da vida coletiva, ligados à economia (relações de produção e consumo); à p...

Causa e efeito nas atitudes humanas

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Deus nos criou Espíritos simples e ignorantes , mas dotados de inteligência, raciocínio e de uma consciência moral que nos impele ao bem, quanto mais evoluída ela for... Aí, está a base da Lei de Igualdade , ensinam-nos os Espíritos. Temos todos, portanto, condições de galgar a escada evolutiva para alcançar a perfeição quando o equilíbrio entre o intelecto e a moral no bem estiver estabelecido, permitindo-nos um encontro pleno com Deus; o conhecimento da Verdade. Também nos foi dado o livre arbítrio que se guia pelo livre pensar, ou seja, pela liberdade de consciência . Mesmo em governos ditadores, o pensamento resiste em liberdade... Afinal, entre nós habitantes corpóreos da Terra, o pensamento é um reduto íntimo, individual e inviolável. Nenhum ser humano – no imperfeito estado evolutivo em que nos encontramos – consegue decifrar por completo o que outro homem carrega em seu espírito. Tais atributos, a nós concedidos, cobram-nos a responsabilidade sobre nossas escolh...

Vida coletiva na evolução do Espírito

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Para os Espíritos, os problemas sociais são uma questão moral, pois eles dizem que são o orgulho e o egoísmo humanos os causadores das desigualdades sociais . Desse modo, precisamos combatê-los. A questão que se coloca, então, é: como combater o orgulho e o egoísmo? A vida em sociedade (uma lei moral) nos impele ao convívio coletivo e os objetivos da   encarnação (alcançar a perfeição e contribuir para a obra de Deus) também. Mas nem o orgulho e nem o egoísmo se mudam coletivamente... A mudança tem que acontecer na alma para que reflita em nossos atos e por conseguinte, em nossa maneira de viver em sociedade... Voltamos novamente à questão inicial sobre como combater o orgulho e o egoísmo . Para combater tal vício, é necessário o esclarecimento, de nossas consciências, sobre as leis divinas. Esclarecimento este que perpassa o desenvolvimento do intelecto e da moral, a partir da educação. Como se fala em aprendizado, há um forte componente individual, haja vista ter...